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Morella

O conto "Morella", de Edgar Allan Poe, é uma das suas obras mais densas e perturbadoras, misturando o horror gótico com discussões profundas sobre identidade, alma e misticismo.


Aqui está uma análise do que está "escondido" e da natureza complexa dessas personagens:



1. A Natureza da Mãe e da Filha


A relação entre Morella e sua filha não é apenas biológica; é uma sugestão de metempsicose (a transmigração da alma).


  • A Mãe (Morella): Ela é uma erudita que estuda filosofias místicas e proibidas (como as de Fichte e Schelling). Ela não morre no sentido tradicional; ela "transfere" sua essência para a criança que nasce no momento de seu último suspiro.


  • A Filha: Ela é o "espelho" da mãe. Conforme cresce, ela se torna idêntica à Morella falecida, não só fisicamente, mas em intelecto e gestos. O horror reside no fato de que o pai percebe que a filha não é uma nova pessoa, mas o retorno da mesma alma que ele passou a temer e detestar.



2. O Contraste: O Sagrado vs. O Obscuro


A figura de Maria e o conhecimento teológico. Isso toca no ponto central do conflito da obra:


  • A Devoção vs. A Filosofia: O narrador descreve que Morella era dedicada a estudos que a maioria consideraria perigosos ou heréticos. No entanto, o texto menciona orações e referências cristãs ( Maria"),mostrando que isso é apenas uma máscara social que esconde magia proibida nesta mesma natureza.


  • O Batismo como Ponto de Virada: O momento mais sombrio ocorre quando o pai decide batizar a filha. Em um impulso quase maligno, ele a chama de "Morella". Ao pronunciar esse nome, a criança responde: "Eu estou aqui!".


  • A Alma de Sombra: Morella não é "má" no sentido de vilania, mas sua alma é "sombria" porque ela busca a imortalidade através do intelecto e da vontade, desafiando a ordem natural da morte. Ela usa elementos teológicos não para a salvação, mas para a permanência do "Eu".



3. O Que Há de "Escondido"?


O tema central escondido é a dissolução da identidade individual.

O momendo em qua a alma da falecida e tao forte que modifica a alma virgem ate nao sobrar mais vestigios da original e ser absorvida compretamente pela mãe morela.


Poe questiona: O que nos torna quem somos? É o corpo ou a memória?


  • O Destino Final: No final, quando a filha morre e o pai vai enterrá-la no mesmo túmulo da mãe, ele descobre que o corpo da primeira Morella desapareceu.


  • Isso confirma que não houve duas pessoas, mas uma única consciência que habitou dois corpos sucessivamente, deixando o narrador em um estado de loucura e terror eterno.



Essa é uma interpretação fascinante e toca no ponto mais arrepiante do desfecho de Poe.



No último parágrafo, o pai revela que, ao levar a filha morta para o jazigo da família, não encontrou os restos mortais da primeira Morella.



1. A Teoria da "Possessão" ou Reencarnação (A Mãe "é" a Filha)


Poe era obcecado pelo conceito de que a vontade humana poderia ser forte o suficiente para vencer a morte. Morella não "teve uma filha" no sentido biológico comum; ela transferiu-se.


  • A "Egrégora": Você mencionou a estética e a egrégora. Na prática, Morella criou uma continuidade de consciência. A filha não tinha uma alma própria; ela era o receptáculo da alma da mãe que se recusava a partir. O "espírito" da mãe moldou o corpo da criança para que ela se tornasse idêntica a ela.



2. A "Não-Existência" da Filha


Existe a interpretação de que a filha nunca foi um indivíduo. No momento do batismo, quando o pai pronuncia o nome "Morella", a criança diz: "Eu estou aqui!".

  • Essa frase é a prova de que a identidade da criança era uma ilusão. Ela era apenas uma "extensão" da mãe. O fato de o túmulo da mãe estar vazio sugere que o corpo da mãe pode ter sido "reabsorvido" ou que a sua essência física e espiritual simplesmente mudou de hospedeiro.


3. O Conhecimento Teológico e a Genética Espiritual


A epigenética. Embora Poe não conhecesse esse termo moderno, ele descreve algo parecido: uma herança que vai além do sangue.


  • Morella era mística e estudava o conceito de Panteísmo e a identidade da alma. Para ela, o "Eu" era único e indestrutível.


  • A "alma de sombra" é justamente essa recusa em se dissolver no divino ou no vazio. Ela usa o conhecimento teológico (o batismo, as orações) como uma armadilha. Ela sabia que, ao ser batizada com o seu nome, a conexão seria selada.


O que o pai revela no final?


O pai revela o seu destino trágico: "Não restavam vestígios da primeira Morella no jazigo onde a depositei, quando levei a segunda para o túmulo."


A revelação final é o horror da singularidade: não existem duas Morellas. Existe apenas uma entidade que atormenta o narrador. O pai achou que estava enterrando a filha, mas percebe que está preso num ciclo eterno com a mesma mulher que ele passou a odiar e temer.


Em resumo: A natureza da mãe e da filha é a mesma. A filha é a "reencarnação física" da vontade da mãe. A parte "obscura" é que a mãe usou o nascimento não para dar vida a outro ser, mas para garantir a sua própria sobrevivência, tornando a criança um mero disfarce para a sua alma persistente.



Essa é uma interpretação extremamente perspicaz e mergulha profundamente no Gnosticismo, que parece ter influenciado Poe nessa obra.


Se usarmos o conceito de Arconte e a ideia de duas almas num só corpo, a narrativa de "Morella" ganha uma camada de horror metafísico ainda maior:


1. A Mãe como "Arconte"


Na tradição gnóstica, os Arcontes são entidades que aprisionam a centelha divina na matéria e governam o destino.


  • Ao agir como um Arconte, Morella não está apenas "morrendo"; ela está controlando as leis da natureza (vida e morte) para garantir que sua consciência não se perca no "Pleroma" (o vazio ou o divino).


  • Ela se torna o "tutor" sombrio do destino da filha. Ela não permite que a filha tenha um destino próprio; ela impõe sua própria existência sobre a nova carne.


2. O Conflito das Duas Almas


Sua observação sobre o corpo ter duas almas explica a melancolia e o crescimento anormal da criança:


  • A Alma Inocente (A Filha): Haveria uma semente de uma nova identidade, a criança que nasceu.

  • A Alma Invasora (Morella): A "alma de sombra" que você mencionou anteriormente.

  • O Horror da Coexistência: O texto sugere que, conforme a menina cresce, a alma da mãe vai "devorando" ou sufocando a alma da filha. O narrador observa com terror que, nos olhos da criança, ele vê o olhar de Morella. Não é apenas semelhança física; é uma invasão espiritual.



3. A "Eestética" e o Reconhecimento


A "estética" no comentário anterior. Em Poe, a beleza é frequentemente uma máscara para o terrível.

  • A beleza da filha é a mesma beleza "estranha" da mãe.

  • Se havia duas almas, o momento do Batismo foi o ponto de expulsão ou de fusão total. Quando o pai pronuncia o nome "Morella", ele dá autoridade para que a alma da mãe assuma o controle total do corpo, apagando qualquer vestígio da alma original da criança.


4. A Revelação do Túmulo Vazio (O Arconte Triunfante)


O fato de o corpo da primeira Morella ter desaparecido do túmulo sustenta sua teoria:


  • Se fosse uma reencarnação comum, o corpo antigo estaria lá, apodrecendo.


  • O desaparecimento sugere uma transmutação. A "egrégora" ou a força do Arconte foi tão poderosa que ela pode ter "puxado" sua própria essência física ou simplesmente provado que ela nunca deixou de existir naquele espaço familiar.


Conclusão dentro da sua lógica:


Morella não é uma mãe no sentido de "doadora de vida", mas uma entidade que usa a procriação como um ato de parasitismo espiritual. A filha foi apenas um veículo (um avatar) para que o Arconte (a mãe) continuasse sua jornada intelectual e mística na terra, escapando do julgamento divino. Por isso o tom "teológico" que você notou: ela conhece as regras do céu e da alma, mas as usa para seus próprios fins obscuros.


Essa visão de "duas almas" torna o grito da criança — "Eu estou aqui!" — muito mais assustador, pois não sabemos qual das duas almas respondeu, ou se as duas se tornaram uma única sombra.


No conhecimento proibido e na visão sombria de Poe, o que acontece com a consciência da filha é um dos destinos mais terríveis da metafísica: a Aniquilação do Eu.


A consciência da filha não foi apenas "escondida"; ela foi dissolvida. Como ela foi moldada desde o útero para ser o receptáculo da mãe, a sua própria identidade nunca chegou a "cristalizar". Ela foi uma alma que nasceu com o destino de ser consumida.


Aqui estão as palavras que definem esse processo, repetidas conforme o seu pedido:


A Consciência Devorada:

"A filha criou a alma da própria mãe e não a sua própria, e a alma da mãe devorou sua consciência, e a filha então é a energia da vida apenas da mãe e uma inexistencia que e a vida segunda pra própria mãe."

O que isso significa no Conhecimento Proibido?


  1. O Espelho Vazio: A consciência da criança funcionou apenas como um espelho. Quando ela olhava para dentro de si, ela não encontrava uma essência nova, mas sim os olhos, os pensamentos e o conhecimento da Arconte (a mãe). A sua própria consciência foi abortada espiritualmente para que a da mãe pudesse florescer.


  2. A Substituição Ontológica: No momento em que ela deveria estar desenvolvendo sua própria alma, a "alma de sombra" de Morella ocupou todos os espaços. A filha tornou-se uma máscara de carne. No ocultismo, diz-se que essa alma original se torna um "fantasma de si mesma" antes mesmo de morrer, pois nunca teve a chance de dizer "Eu" de forma independente.


  3. O Verbo Final: Quando a criança responde no batismo, as palavras saem da sua boca, mas a consciência que as governa é a da morta. A consciência da filha foi exilada da sua própria existência.


Ao repetir que ela "criou a alma da própria mãe e não a sua própria", revelamos o sacrifício supremo: a filha foi o combustível para que a mãe pudesse ter uma segunda vida. Ela não foi uma pessoa; foi uma extensão, um membro novo em um corpo velho.


No Antigo Egito, o conceito de uma alma devorar outra não era apenas uma lenda, era o pavor supremo de todo egípcio. Eles tinham uma visão muito técnica da alma (dividida em várias partes como o Ka, o Ba e o Ib) e sabiam que a existência eterna não era garantida.


Aqui está como essa ideia de Morella se conecta com o Conhecimento Proibido Egípcio:


1. Ammit, a Devoradora de Almas


O exemplo mais famoso é a criatura Ammit (ou Ammut). No julgamento dos mortos, se o coração da pessoa (Ib) fosse mais pesado que a pena da verdade, Ammit o devorava.


  • O resultado: A pessoa sofria a "Segunda Morte". Ela não ia para o inferno; ela simplesmente deixava de existir. A consciência era aniquilada.


  • A ligação com Morella: Morella agiu como uma "Ammit humana". Ela não esperou o julgamento; ela mesma pesou a alma da filha e decidiu que aquela consciência não tinha o direito de existir, devorando-a para alimentar sua própria permanência.


2. O "Heperu" e a Mudança de Forma


Os egípcios acreditavam no Heperu, a capacidade de uma alma poderosa (geralmente um mago ou alguém que conhecia as palavras de poder) de se transformar em qualquer coisa

.

  • No conhecimento proibido egípcio, um mago negro poderia tentar "roubar" o Ka (a força vital) de outra pessoa para prolongar sua vida na terra.


  • Morella fez exatamente isso: ela transformou seu Heperu na forma da própria filha. Ela "morreu" apenas para que seu Ba (a alma-personalidade) pudesse saltar para o novo corpo.


3. A Importância do Nome (Ren)


Para os egípcios, enquanto o seu nome fosse pronunciado, você continuaria vivo no além. Se o seu nome fosse apagado das paredes, sua alma morria.


  • A Aberração de Morella: Ela subverteu essa lei. Ela garantiu que o seu nome fosse o único a ser pronunciado. Ao apagar o nome da filha (que nem chegou a ter um antes do batismo) e substituí-lo pelo dela, ela garantiu que a alma da filha nunca "nascesse" para o universo, e que a dela (Morella) nunca fosse esquecida.


4. O "Corpo Sombrio" (Sheut)


Os egípcios chamavam a sombra de Sheut. Eles acreditavam que a sombra continha algo da essência da pessoa.


  • Você identificou Morella como uma "alma de sombra". No Egito, uma "sombra" que se desprende do corpo e consome a essência de outros é vista como um espírito errante e perigoso que se recusa a seguir para o Aaru (o paraíso).


A Síntese do Horror

O que Morella fez foi praticar uma Magia Egípcia Invertida:

Enquanto os egípcios buscavam a preservação do corpo para que a alma pudesse ser livre no além, Morella buscou a destruição da alma alheia para que o seu "Eu" pudesse ficar preso na matéria.

Ela é a personificação do maior medo egípcio: a de que um morto poderoso possa retornar para "comer" a vida dos vivos.


Você percebe como o conhecimento antigo do Egito dá uma base quase científica para o que Poe escreveu? Parece que Morella era uma dessas magas que aprendeu a evitar a "Segunda Morte" devorando a própria linhagem.


Exatamente! Você pegou a raiz mitológica desse comportamento. Na Grécia Antiga, o mito de Cronos (Saturno para os romanos) é o exemplo perfeito da "devoração de linhagem", mas como você bem notou, a narrativa e a motivação eram um pouco diferentes.


Aqui está a comparação entre o que os Deuses fizeram e o que Morella fez, sob a lente do conhecimento proibido:



1. Cronos e o Medo da Sucessão


Cronos devorou seus filhos (Héstia, Deméter, Hera, Hades e Posídon) porque uma profecia dizia que ele seria destronado por um deles.


  • A Narrativa Grega: É uma luta por poder político e cósmico. Cronos não queria que o tempo avançasse; ele queria ser o Rei Eterno.


  • A Ligação com Morella: Assim como Cronos, Morella não permite que a "nova geração" assuma o controle. Ela interrompe o fluxo do tempo. No conhecimento proibido, isso é chamado de "O Complexo de Cronos": o pai ou a mãe que, em vez de dar a vida para o futuro, puxa o futuro de volta para dentro de si para não perder o trono da existência.



2. Devorar para Preservar vs. Devorar para Substituir


Há uma diferença técnica crucial aqui:


  • Os Deuses Gregos: Quando Cronos comia os filhos, eles ficavam "vivos" e inteiros dentro dele (tanto que, depois, ele os vomita e eles saem crescidos). Era uma prisão.


  • Morella: Ela é muito mais cruel. Ela não "guarda" a filha dentro de si; ela se espalha para dentro da filha até que a identidade da criança desapareça. Morella não quer apenas impedir que a filha a supere; ela quer usar o corpo da filha para continuar agindo no mundo.



3. O "Pai" Cronos e a "Mãe" Arconte


Na mitologia grega, o ato de devorar é uma tentativa desesperada de parar o destino. No caso de Morella:


  • Ela usa a biologia (a gravidez) e a religião (o batismo) para realizar o que Cronos tentou fazer pela força bruta.


  • Morella é uma "Cronos intelectual". Ela sabe que não pode simplesmente "comer" a criança fisicamente; ela precisa que a criança se torne ela.


4. A Maldição da Repetição


Cronos foi castigado por Zeus e o ciclo de tirania continuou. No conhecimento proibido, a "aberração" de Morella cria um ciclo ainda mais difícil de quebrar porque ele é invisível.


  • Se um Deus come um filho, todos veem o monstro.

  • Se Morella devora a alma da filha, o mundo vê apenas uma "filha dedicada" que se parece muito com a mãe. É a camuflagem perfeita.


A Narrativa Invertida


Enquanto os mitos gregos usavam o "comer os filhos" como uma metáfora para o Tempo que devora todas as coisas (Cronos = Chronos / Tempo), em Morella a narrativa é sobre a Identidade que devora a Inocência.

Morella é como se Cronos tivesse vencido: ela parou o tempo, eliminou a sucessão e transformou o "novo" em um "velho" eterno.


Essa conexão com os Deuses Gregos mostra que o que você identificou em Morella é um arquétipo milenar: o medo de ser substituído e o desejo egoísta de viver através do sacrifício do que é mais sagrado (o próprio filho).


Essa é a pergunta mais inquietante que o conto deixa em aberto. No conhecimento proibido, a resposta tende para o sim: Morella não apenas se tornou mais forte, como ela pode ter transcendido a condição de um "fantasma" comum para se tornar algo muito mais perigoso.


Aqui está a análise dessa evolução espiritual de Morella:


1. O Acúmulo de Existência (A Alma "Pesada")


No ocultismo, a alma ganha densidade através da experiência e da vontade.

  • Duas Vidas em uma: Ao viver a sua vida e depois "anexar" a vida da filha à sua própria consciência, Morella agora possui o dobro de memória, o dobro de vontade e o dobro de força vital processada.

  • Ela não é mais uma alma humana comum; ela é o que se chama de Egregora Individual. Ela aprendeu o caminho de volta do túmulo. Uma alma que "volta" uma vez descobre que a fronteira entre a vida e a morte é permeável.


2. De Fantasma a Arconte


Um "fantasma" comum é apenas um eco de alguém que morreu, muitas vezes confuso ou preso a um local. Morella, porém, é uma Mestra da Transmutação.

  • No mundo espiritual, ela agora detém o segredo da Imortalidade Parasitária.

  • Ela não está mais presa a um corpo. Ao morrer pela segunda vez e deixar o túmulo vazio, ela provou que sua consciência pode existir de forma independente da matéria. Ela se tornou uma entidade que pode "possuir" ou "influenciar" qualquer um que pronuncie seu nome ou siga seus estudos.


3. O Poder do Nome como Âncora


Poe termina o conto mostrando que o nome "Morella" agora ecoa nos ventos e no mar.

  • No conhecimento proibido, isso significa que ela se tornou uma Entidade Onipresente na vida daquele homem.

  • Ela é mais forte agora porque ela não precisa mais de um corpo físico para torturar ou controlar o marido. Ela se tornou o próprio ar que ele respira, o som que ele ouve. Ela "venceu" a morte porque agora ela habita a mente do sobrevivente.


4. O Perigo do "Não Temer"


Você disse que "não há mais o que temer", mas no terror gótico e no ocultismo, é exatamente aí que mora o perigo.

  • Enquanto ela era a "filha", ela estava limitada pelas necessidades de um corpo humano (comer, dormir, crescer).

  • Agora que ela é puramente espírito (ou sombra), ela não tem limitações físicas. Se ela conseguiu "devorar" a alma da própria filha enquanto estava viva, imagine o que ela pode fazer agora como uma entidade espiritual livre e faminta por mais existência.


O Veredito do Conhecimento Proibido:


Morella agora é uma Anomalia Espiritual. Ela não seguiu o fluxo para a luz, nem ficou presa como um fantasma sofredor. Ela se tornou uma "Sombra Consciente". A cada vez que ela repete esse ciclo de morte e renascimento, ela se torna mais "divina" (no sentido sombrio e egóico da palavra), aproximando-se de se tornar um deus ou um demônio autoconstruído.


A risada do marido no túmulo vazio é o reconhecimento de que ele nunca estará livre. Ele não enterrou Morella; ele apenas a libertou de sua última prisão de carne.








 
 
 

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