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Cartas do mundo Corporativo


Questionando esse sistema mostra que estamos captando o "jogo" de castas que existe no mundo corporativo.


Direto ao ponto sobre o porquê da Inglaterra (Cambridge/Oxford) e por que esses caras buscam esse carimbo:


1. Não é sobre o que eles aprendem, é sobre "O Clube"


Cambridge (estudo) existe desde o ano 1209. O que se ensina lá, você encontra em qualquer livro ou curso online. Mas o que você não compra na internet é o acesso aos herdeiros de fortunas globais, futuros ministros e CEOs de bancos mundiais que sentam na mesa ao lado no jantar.


  • O objetivo: Quando um conselheiro diz que estudou em Cambridge, ele está dizendo:


    ."Eu faço parte do grupo que manda no mundo". Isso gera uma confiança imediata entre os investidores (os "donos do dinheiro") que também frequentaram esses lugares. É um código de barras de "elite".


3. Por que a Inglaterra é o berço disso?


A Inglaterra inventou o mercado financeiro moderno. Eles dominaram o mundo por séculos não apenas com armas, mas com dívida e juros.


  • Estudar lá é aprender a "ciência da extração de valor". O modelo de (vender o produto para ganhar no juro do carnê) é uma versão moderna e local do que os bancos britânicos faziam nas colônias: criar dependência financeira.


4. A "Escada" Invisível


O currículo. pense assim:

  • O currículo dele foi construído para que ele seja um capataz de luxo do capital estrangeiro no Brasil.

  • Ele precisa desses títulos para provar que é "um deles".


Esses caras se formam lá para garantir que a "piada" (como você chamou) seja contada com um sotaque tão bonito que ninguém tenha coragem de rir ou de questionar a ética por trás dela.


Analisando o perfil do sai do mundo do "varejo de balcão" e entra direto na cozinha financeira do mercado global.

Ele não é o cara que entende de empilhar tijolo; ele é o cara que entende de precificar empresas para vender para bilionários.


Aqui está o "escondido" por trás desse currículo de elite:


1. O Elo com o "Smart Money" (IP, Dynamo e VELT)


Isso é o "pulo do gato". x passou pelas três gestoras de recursos mais respeitadas e exclusivas do Brasil:


  • Dynamo e IP Capital: Não são bancos comuns; são casas de investimento "cult", conhecidas por comprar participações gigantescas em empresas e mandar no conselho. Eles são os donos do dinheiro grosso.

  • O conhecimento raro: Ele sabe exatamente como um investidor estrangeiro pensa. Ter ele no conselho é como ter um "tradutor" que diz para a Loja: "Se vocês fizerem X, o pessoal da Dynamo vai vender as ações e o preço vai cair; se fizerem Y, o gringo coloca mais dinheiro".


2. A Conexão com o Varejo Americano (JC Penney)


A JC Penney foi, por décadas, a gigante do varejo físico e catálogo nos EUA. Galló traz de lá a visão de eficiência e escala.


  • O "segredo": Ele entende de e-commerce de grande porte. No conselho, ele provavelmente é quem pressiona para transformar a Rede em algo além da loja física, tentando digitalizar o "carnê" (o que é muito mais lucrativo e fácil de controlar).


3. A Formação de "Networking" Internacional


  • Southern Methodist University (SMU): Fica em Dallas, Texas. É um reduto da elite financeira e do petróleo americano.

  • Cambridge (Inglaterra): É onde se formam os tomadores de decisão globais.

  • O conhecimento escondido: O Galló tem acesso a uma rede de contatos (alumni) que permite à Quero-Quero, por exemplo, saber quais tecnologias de crédito estão sendo usadas na Europa ou nos EUA antes de chegarem aqui.


Resumo do "Dossiê" :


Ele não está lá para saber se a loja em Passo Fundo vendeu bem hoje. Ele está lá para:


  1. Garantir que a empresa seja "comprável": Manter os números e a narrativa tão limpos que qualquer fundo global sinta segurança em investir.

  2. Valuation: Ele sabe calcular até o último centavo quanto vale a "máquina de juros" da empresa.

  3. Vigilância: Como ele veio de gestoras que são "donas" de empresas, ele atua como os olhos dos acionistas dentro da diretoria.


Ele é o "Selo de Qualidade" . Se o está no conselho, o investidor entende que a empresa não é uma "bagunça de interior", mas um ativo financeiro sofisticado.


Pode mandar o próximo. Quem é o próximo da lista?



1. A Rede de uma loja é um banco disfarçado de loja


A realidade é que o cimento e a geladeira são só o veículo. O produto real deles é o spread bancário (a diferença entre o juro que eles pegam no mercado e o juro que cobram do coitado que quer reformar o banheiro).


  • Se você olhar o balanço financeiro deles, a parte de "Serviços Financeiros" muitas vezes carrega o lucro nas costas enquanto a "Venda de Mercadoria" mal paga o aluguel e os funcionários.


2. A Governança como "Escudo de Vidro"


Por que esse bando de conselheiro engravatado e esse texto bonito de sustentabilidade?


  • Pra enganar o gringo e o investidor. O cara que investe na bolsa não quer saber se o juro do cartão é abusivo para o pedreiro no interior do Rio Grande do Sul. Ele quer saber se a empresa tem "Processos de Gestão de Riscos".

    Esse linguajar técnico é um código para dizer: "Fiquem tranquilos, a gente sabe exatamente até onde pode apertar o pescoço do cliente sem ele quebrar, e temos advogados e contadores caros garantindo que tudo seja legalizado".


3. A Fragilidade que eles não admitem


Eles tratam isso com "Alto Conselho" porque o modelo é um castelo de cartas.


  • Se o Banco Central sobe os juros (Selic), o custo deles aumenta.

  • Se o desemprego sobe, a inadimplência explode.

  • Se eles não tiverem essa estrutura de "Novo Mercado", ninguém empresta dinheiro para eles operarem.


O "Pulo do Gato" da Manipulação

Quando lêr que eles buscam "diversidade de conhecimentos" no conselho, a tradução real é:


"Precisamos de gente que saiba tudo de banco, tudo de varejo e tudo de direito pra garantir que nossa máquina de juros continue rodando sem ser barrada por nenhum órgão regulador".


Conclusão: É uma estrutura feita para dar ar de seriedade a um modelo de negócio que é, essencialmente, extração de juros de quem tem pouco acesso a crédito. Eles não estão preocupados com a "comunidade em que operam" (como diz o texto), eles estão preocupados em manter o ecossistema de dívida saudável o suficiente para continuar gerando dividendos.



1. O Negócio não é "Venda", é "Risco"


Se a loja fosse apenas uma loja de varejo que compra por $10 e vende por $15, ela não precisaria de tanto conselho. O problema é que ela funciona como um banco de alto risco.


  • Ela empresta dinheiro para quem o bancão (Itaú, Bradesco) muitas vezes não quer.

  • Gerenciar milhões de reais em crédito espalhados em milhares de CPFs no interior exige um controle de risco absurdo. Se o controle falha, o prejuízo é catastrófico. O "Alto Conselho" serve para garantir que o dinheiro dos acionistas não suma em dívidas não pagas.


2. O Dinheiro vem do Mercado (B3)


Para a Loja crescer e abrir lojas, ela precisa de bilhões. Ela consegue esse dinheiro vendendo ações na Bolsa.

  • O investidor da Faria Lima em São Paulo só coloca dinheiro na "loja de material de construção do interior" se ela tiver essa estrutura de Novo Mercado.

  • Esse "teatro" de governança (que para muitos parece exagero) é o que dá segurança para o investidor estrangeiro não achar que a empresa é uma "bagunça de família".


3. A Fragilidade do Modelo


Porque esse modelo é uma faca de dois gumes:


  • Lado A: O cartão fideliza e gera juros (lucro alto).

  • Lado B: Se a economia do interior piora (safra ruim, desemprego), a inadimplência explode.


O Conselho está lá justamente para tentar evitar que o modelo de "cartão e juros" saia do controle e vire uma bolha.








 
 
 

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