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O Gênio de Ptah

Atualizado: 3 de out. de 2025

Capa e Ambientação
Capa e Ambientação

Título: O Gênio de Ptah

Subtítulo: Uma Jornada Mística

Por: Dignifique.




Local: Mênfis, Capital do Egito.
Local: Mênfis, Capital do Egito.


"O Canto Egípcio, do Coração de Ptah"


Cantarolada... pela respectiva Princesa Egípcia, Angelihtasinha, em seu típico comércio.


"Oh, vocês, que ouvem o som da harpa e veem as cores da vida! Escutem uma canção que minha alma compôs sobre Mênfis, a Bela, tão vibrante quanto as cordas de meu instrumento.


Princesa Angelihtasinha
Princesa Angelihtasinha

Celebrem os sentimentos que aquecem a alma, pois é assim que os pássaros cantam, com alegria, celebrando a presença de Rá. É esse o sentido, a consolar a superfície da alma que O aprecia, o deus Sol Rá, por quem os pássaros se alegram e cantam em Sua presença. Ao meio-dia, Rá costumava dançar sobre o Grande Mercado de Mênfis, pintando-o com tons ouro e vermelho. Concentrações da grande alegria de rá que costumava disfarçar nas cores emoções vibrantes. .

Ah, Mênfis, a cidade onde Ptah, com os dedos de um artesão divino, teceu o próprio mundo! Ele concebeu tudo em seu Coração, esse lugar secreto onde a beleza e a sabedoria nascem. E depois, com um sopro e uma Palavra, fez o mundo florescer em um verdadeiro encanto, como quando minhas mãos tocam as cordas e a melodia surge!

Aquela mesma essência, que põe a Alma em cada flor, em cada jarro, agora parecia... ah, parecia ser o meu coração, oh, coraçãohsinho Pítáãh...."


A Chegada de Pervisêr e a Estranheza do Éter Proprio


Dias depois, o Egito se viu mergulhado em uma série de acontecimentos enigmáticos e misteriosos, cujo foco estava em Mênfis.

O destino, contudo, sempre suscita os meios necessários quando a ordem se desvanece.

Caminhando nos labirintos em meio às tendas improvisadas, próximas ao limiar do deserto de Mênfis, estava o proeminente Pervisêr Krepriws. Ele era o escriba do palácio real e chefe da Casa da Vida, títulos que, por si sós, já lhe garantiam grande respeito.


Pervisêr Krepriws
Pervisêr Krepriws

Em meio a este cenário, observava as especiarias e os incensos. Os sutis cheiros envolviam os ventos. Shu, o que separa o Céu (a deusa Nut) da Terra (o deus Geb), este vento transitava trazendo um leve frescor do amanhecer, e de forma leviana os sopros sutis e secos provindo do deserto e de seus sais. O deserto logo se aquecia, enquanto isso caminhava Pervisêr, próximo às tendas dos comerciantes na fronteira da cidade com o deserto, longe do centro da capital Mênfis, sentia uma sensação um tanto incômoda. Em meio a tantas percepções apropriadas e seguras da vida, havia um leve desconforto que era primeiramente apenas algo interno, e não provindo das percepções externas. Era de ordem interna: o éter próximo de seu verdadeiro ser estava a lhe mostrar que a realidade sutilmente havia mudado de sensação. Percebia que seus olhos estavam se adaptando a esta nova natureza interna, comunicada pelo éter, que suspende as coisas, e até mesmo Shu. Essa leve estranheza ou mudança, que parecia perpendicular em relação às cores, e à tintura interna, ao intelecto de seu ser, dava uma leve sensação de desconforto no olhar, como se a visão estivesse descolorindo, despropositalmente, as relações com as cores que encontrava nas demais coisas. Sentia que, levianamente, nas últimas semanas, as cores se desvaneceram em seu sentido de percepção. "A alma de Mênfis ou a minha está mais vazia?", questionou Pervisêr.


𓂀

Percepções Cósmicas, Pervisêr:


Camadas Cósmicas e a Comunicação Interna
Camadas Cósmicas e a Comunicação Interna

O universo é estruturado em uma hierarquia de profundidade que define as camadas da realidade e da consciência.


A Hierarquia, Ordem Cósmica Natural:


A realidade se manifesta em três grandes profundidades, do mais exterior ao mais primordial:


I. SHU e GEB (O Mais Exterior):

Representam a Natureza física, o mundo tangível, o ar e a terra. Esta camada atua como o sintoma tardio dos eventos, comunicando o estado vital imediato e a percepção externa.


II. ÉTER (O Meio/Místico): Situado entre o físico e o primordial, o Éter é o plano sutil ou místico. Ele é a sede da causa imediata. Sua influência não é visível para a percepção física (Shu), mas é sentida como um desconforto interno quando a Ordem é ameaçada. É a Sede da Akasha, o "Livro Akáshico"—a Tapeçaria invisível que contém a memória e a ordem estrutural completa do universo (todos os desenhos de Ptah) ou livro de Thoth.


III. NUN (O Mais Profundo/Primordial): A camada mais profunda, o Nun, é a fonte primordial de tudo.


O Escriba e a Percepção da Ordem cósmica e natural


O Escriba, Pervisêr, da Casa da Vida, atua como o principal observador e elo de comunicação entre essas camadas.


Embora Pervisêr viva em Shu (o mundo do ar), seu intelecto é treinado para lidar diretamente com o Éter.


Seu dever primordial é entender e registrar as leis de Ma'at (Ordem/Justiça). Sua mente está sintonizada para perceber mudanças na ordem sutil no Éter, muito antes que essas anomalias afetem o plano físico. Dessa forma:


  • A anomalia é invisível para a percepção física (Shu).

  • A anomalia é sentida como um desconforto (Éter) pelo intelecto de Pervisêr.

  • Em suma, Shu é o sintoma tardio; o Éter é a causa imediata.


Na experiência de Pervisêr, sentida como o "leve frescor do amanhecer" e o "sopro sutil e seco provindo do deserto." Esta é a confirmação de que, no mundo físico tudo esta bem.


𓄿 𓃹 𓊪 𓆑 𓅓 𓈖 𓂋 𓋹 𓇽 𓂀 𓆣𓄿 𓃹 𓊪 𓆑 𓅓 𓈖 𓂋 𓋹 𓇽 𓂀 𓆣𓄿 𓃹 𓊪 𓆑 𓅓 𓈖 𓂋 𓋹 𓇽 𓂀 𓆣𓄿 𓃹 𓊪 𓆑 𓅓 𓈖


O Mistério dos Desaparecimentos


Ao avistar Pervisêr Krepriws, Neferkare, o chefe dos Imy-r Medjay (a força policial de elite do Egito), o chamou com urgência.


Neferkare - Chefe Medjay
Neferkare - Chefe Medjay

Neferkare, cumprimentava...

Salve, Pervisêr Krepriws! Preciso que ouça este comerciante. Desaparecimentos estranhos têm intrigado minha força policial. Meus homens não sabem o que está acontecendo... acham que pode ser algo profundamente enraizado em nossa cultura egípcia."


O imediato relato do comerciante


O comerciante imediatamente começou a contar sua história, a voz embargada pela tristeza.


Comerciante Fernost'ky
Comerciante Fernost'ky

"Pervisêr Krepriws... Minha mãe havia colhido as romãs, que eu adoro desde a infância. Elas pareciam deliciosas, cheias e vermelhas, e a árvore está em minha família há gerações. A cesta era linda, um trabalho delicado que minha mãe havia bordado com linhas de ouro e linho fino. Ela sempre me dizia para deixar a cesta bem no centro da mesa, pois as romãs são símbolos de criação e prosperidade."



"Deixei o cesto na mesa, no centro da minha casa, e saí para minhas tarefas como comerciante. Mas, quando voltei, o cesto havia desaparecido. Chamei os Medjay, e eles ficaram perplexos por não haver nenhuma pista. Eles me disseram que este não foi o único desaparecimento intrigante esta semana."


Neferkare concluiu com a voz pesada de preocupação: "Nós, os Medjay, estamos acostumados com crimes visíveis. Mas estes... estes não deixam rastros. Pervisêr, preciso que você investigue. Como escriba do palácio e da Casa da Vida, é sua função e seu dever real investigar os mistérios que assolam o Egito."


Pervisêr krepriws, sabia: não era apenas um desaparecimento. Era o prenúncio de que algo maior estava se movendo no invisível.


Os Medjay haviam investigado: não havia pegadas, nem portas forçadas, nem vestigios.


Era como se as coisas tivessem sido sugadas para outro lugar...


O Destino sussurando á Pervisêr


Pervisêr Krepriws sentiu o frio sussurro de sua voz interna—a intuição—que as próprias cores da alma de Mênfis estavam definhando. Seu intelecto foi imediatamente fisgado por esse mistério de âmbito cósmico. O peso da responsabilidade, contudo, não era dele.

Neferkare, sentado em um banquinho baixo de ébano, pegou um rolo de papiro e o desenrolou com um estalo seco. O papel revelou o temido selo dos Medjay, a força de segurança do reino. Neferkare transcreveu as responsabilidades da investigação, transferindo os Registros do Caso para Pervisêr em Nome da Coroa.


"Há outro lugar que exigem a atenção de sua visão, Pervisêr," disse Neferkare, a voz grave. "Eles também sofrem desaparecimentos intrigantes. Este papiro—assinado por minha autoridade e pelo selo dos Guardiões—concede a você a Autoridade da Missão para desvendá-los. O reino já o reconhece. Eu concluo e escrevo a razão por que transferi esta alçada: você é nosso farol, o especialista em decifrar o que está oculto. A Alçada de Decisão, meu caro, é sua."


Neferkare assinou o documento com a ponta de um junco umedecido em tinta vermelha e o estendeu sobre a mesa de cedro. Pervisêr não o tocou de imediato. Aquele papiro era um peso de poder.


"De agora em diante, a responsabilidade é sua. E não se preocupe em me chamar," Neferkare brincou, permitindo um rápido sorriso a rachar a severidade de seu rosto. "Estou certo de que seu próximo ato não me dará trabalho. Já ouvi falar do caso da flauta desaparecida."


Pervisêr sentiu a familiaridade na brincadeira, mas a ignorou. Com a mão firme, pegou o papiro. Seu foco já estava na nova missão, e no som silencioso de uma flauta desaparecida.



O Mistério da Flauta Desaparecida


Pervisêr Krepriws, chegou ao coração do mercado de Mênfis. O escriba, mais acostumado à serenidade dos corredores da Casa da Vida, sentiu o choque da multidão: o cheiro forte de couro curtido misturado ao doce e denso perfume de óleo de lótus usado pelos mercadores.


Neferkare o havia guiado pessoalmente até a porta da loja de um comerciante, garantindo a Pervisêr que o caso, apesar de parecer trivial, era de alta prioridade.


"Aqui está, Mestre Krepriws," disse Neferkare, apontando para o prédio. "O comerciante se chama Lhy. Sua filha, Niti, perdeu a flauta sagrada da família."


Pervisêr anuiu, desembrulhando o papiro. O selo dos Medjay e as assinaturas oficiais eram evidentes. O escriba também carregava um rolo menor, seu pergaminho pessoal como Escriba Real da Casa da Vida—o verdadeiro testemunho de sua especialidade.


A Autoridade do Escriba


Pervisêr dirigiu-se à porta da loja, onde um homem corpulento, com a testa franzida de preocupação, aguardava.


"Sou Pervisêr Krepriws, Escriba Real. Fui enviado em Nome da Coroa," declarou Pervisêr, apresentando primeiro o papiro de Neferkare. O selo dos Medjay fez o comerciante, Lhy, encolher-se ligeiramente.


"Mestre Escriba. A honra é minha, embora o motivo não seja," disse Lhy, curvando-se. "Por favor, entre. É um objeto de grande valor para nós. Não financeiro, mas de alma."


"Entendo a gravidade, Lhy," disse Pervisêr com uma voz calma que cortava a cacofonia do mercado.


"Lhy com a voz embargada. contou: a flauta é feita de um galho da melhor acácia—uma árvore consagrada ao nosso Deus, o Artífice. A flauta tem séculos e nunca saiu da família. Se a perdermos, a sorte da minha loja e de nossa linhagem pode secar."


Lhy chamou sua filha Niti. Neste instante, Niti desceu do quarto e disse:

— Sim, o que precisa?

Lhy respondeu:

— Venha contar a Pervisêr sobre sua tão adorada flauta!


Niti, Dona da flauta
Niti, Dona da flauta

Niti, convidou Pervisêr e ambos foram até o canto do ateliê de instrumentos musicais. Lá, ela começou a contar o que de fato havia sucedido.


"Eu sou Pervisêr. Não sou um guarda, sou um buscador de verdades. Conte-me sobre a flauta, Niti. O que ela significa para você?"


Os olhos de Niti se encheram de lágrimas, mas ela não as derramou. "Ela... ela não era só da família, Escriba. Ela era minha amiga. Eu a tocava todas as manhãs. Era a coisa mais linda que já existiu. Eu a guardei em meu quarto, debaixo do meu lençol, na noite passada. E hoje de manhã... ela sumiu. Ninguém mais entra lá.



Em andamento...




 
 
 

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